segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Troféus da Fórmula 1, de plástico reciclável

Os vencedores do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, realizado ontem em Interlagos, receberam troféus ecológicos, feitos de plástico reciclado recolhido durante os três dias de treinos e da corrida. A iniciativa, promovida pela Braskem, teve o apoio da Plastivida.
Desde sexta-feira, dia 15, até a data do evento, os resíduos plásticos que deram origem aos troféus foram coletados nas latas de lixo do próprio autódromo, por membros da Coopercaps – Cooperativa de Coleta Seletiva da Capela do Socorro.
Todo o material recolhido foi levado para a usina de reciclagem montada dentro de Interlagos e, em três horas, os troféus ecológicos foram entregues, quentinhos, aos vencedores da corrida: Mark Webber, Robert Kubica e Lewis Hamilton.
A iniciativa teve por objetivo chamar a atenção para a importância da coleta seletiva e do descarte correto dos materiais recicláveis.
O evento foi escolhido por sua repercussão mundial e, também, em função da grande quantidade de lixo que produz – só no ano passado, segundo a Plastivida, nos três dias de treino e competição, foram descartadas 420 mil latas e garrafas plásticas de água e refrigerante.
Os envolvidos na iniciativa ainda prometem que o plástico coletado e não utilizado na fabricação dos troféus será destinado a usinas de reciclagem, para dar origem a novos produtos reciclados.
Trata-se de uma boa notícia em meio a insustentabilidade que domina o automobilismo.

Leia também:
Carro de corrida ecológico
Corrida Biomaluca
Corrida limpa
Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day

Hoje é dia
15 de outubro
Blog Action Day!
A blogsfera toda sintonizada no nosso planeta.
As mudanças climáticas não sáo obra de ficção
ou mera projeção inconsistente de cientistas.
Basta sentir, olhar em volta, pensar nos fatos.
Que estranho início de primavera,
com chuvas, frio, ondas de calor
e rastro de destruição!
Enquanto isso, os governos (inclusive o do Brasil)
ensaiam passos tímidos em vista do encontro de Copenhage.
Parece um jogo de "esconde esconde".
Ora, náo dá mais para esconder.

Participe você também do Blog action Day.
Deixe mensagens nas suas comunidades sociais.
Mande emails para os amigos.
Veja os vídeos (aqui no blog tem uns...).

É preciso somar gestos para multiplicar consciência.
Viva o Blog Action Day!

sábado, 10 de outubro de 2009

Participe também: Blog Action Day


Um blog sozinho não pode fazer muito pelo planeta. Mas, se grande parte da blogosfera mundial postar uma mensagem sobre o aquecimento global, poderá conscientizar muita gente por aí!
E é exatamente isso o que pretende o Blog Action Day, evento que acontece todos os anos – desde 2007 - e reúne blogueiros do mundo todo para falar de um tema específico num único dia. Este ano, a bola da vez são as mudanças climáticas, assunto que dominará os blogs participantes no dia 15 de outubro.
Há várias formas de participar dessa manifestação pela sobrevivência do planeta – já que a mudança do clima afeta a todos, aumentando a fome, gerando inundações, provocando mais guerras e deixando milhares de refugiados. As mensagens podem ser enviadas via blog, site, Twitter, Facebook e demais redes sociais.
Todos podem fazer parte da iniciativa, basta acessar o site da organização e registrar seu blog (assista ao vídeo abaixo). Mas lembre-se: é necessário postar pelo menos uma mensagem sobre mudanças climáticas no dia 15.
O tema do ano passado foi pobreza e o Blog Action Day contou com a cobertura de mais de 12 mil blogs, superando a marca de 13 milhões de leitores.
Interessou? Então, comece já!
Promova o evento para todos que conhece e faça do dia 15 uma data memorável. Nós já estamos nessa!

*Blog Action Day


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Aula prática no Parque das Mangabeiras


A turma de "Ecologia e Fé Cristã" do curso de graduação em Teologia da Faculdade Jesuíta (FAJE), de Belo Horizonte, fez uma aula prática no Parque das Mangabeiras. Trata-se de uma Unidade de Conservação localizada em área urbana da capital mineira, utilizada pela população como área de lazer.

Fez parte da experiência de aprendizagem a observação de fauna e flora do cerrado e a apresentação de noçóes básica sobre biomas, conservação do solo, fontes e mananciais, poluição do ar em contexto urbano e unidades de conservação. E a convivência foi estimuladora!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cantando pelo clima

É prática comum no meio artístico usar a música para engajar pessoas em assuntos variados. Agora, chegou a vez das mudanças do clima.
Para chamar a atenção da população mundial sobre a urgência do tema, mais de 60 artistas aceitaram o convite da campanha TicTacTicTac e cantaram em nome da justiça climática. Duran Duran, Jamie Cullum, Milla Jovovich, Fergie e Lily Allen são apenas algumas das estrelas envolvidas.
O lançamento da canção aconteceu em Paris, com a presença do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. A canção “Beds are burning” foi gravada pela primeira vez em 1987 pela banda Midnight Oil, conhecida por embutir o ativismo em suas músicas. Assista aqui:



Fonte: Greenpeace

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

História das Coisas (novamente)



A pedidos, postamos novamente o vídeo "A história das coisas". A bem da verdade, o título poderia ser outro. Trata-se de uma análise profunda sobre o mecanismo explorador que marca a economia de mercado, na qual estamos submersos. A história das coisas é, na realidade, a história de milhões de pessoas, das plantas, dos animais, do solo e da água, transformados em mercadoria. E você vai se perguntar: E agora? Tem saida? Sugiro que após ver o vídeo você leia neste blog o artigo de F. Capra, ecoalfabetização e sustentabilidade. E deixe sua opinião. Ela é muito importante para nós e para quem visita este blog. Um abraço.
Afonso Murad

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Qual a sua sugestão para a COP-15?

Em dezembro, os países-membro da UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima vão se reunir em Copenhague (Dinamarca) e tentar chegar a um acordo climático global.
Trata-se da COP-15 – a 15ª Conferência das Partes, da ONU - , na qual serão definidos:
1. um consenso sobre o aumento da temperatura do planeta e a concentração de gases de efeito estufa a que estamos dispostos a chegar em prol do desenvolvimento;
2. a responsabilidade de cada país para a redução de emissões de carbono;
3. as medidas de adaptação aos efeitos que certamente sofreremos em função do aquecimento global;
4. a transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para os demais para que seja feita a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas
5. a doação de recursos para fundos internacionais e a formatação de mecanismos financeiros de compensação de emissões.
Diversas ONGs e empresas já enviaram suas contribuições ao governo federal dizendo o que gostariam de ver como decisões finais em Copenhague.
E você?
Se pudesse participar desse movimento, que sugestão daria aos negociadores brasileiros para a COP-15 atingir o seu propósito de conter o aquecimento global? Deixe sua sugestão no comentário.
Fonte: Planeta Sustentável

Acompanhe neste blog tudo sobre a 15ª Conferência das Partes.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esqueceram do desmate do cerrado

Em tempos de mudanças climáticas, de redução de emissões e de propostas para COP-15 - encontro que irá reunir mais de 200 países para discutir políticas e frear o aquecimento global - o Ministério do Meio Ambiente divulgou que a emissão de CO2 do cerrado é igual, em volume, à da Amazônia, cerca de 350 milhões de toneladas por ano.
E tem mais. A degradação do cerrado entre 2002 e 2008 foi o dobro do contabilizado na floresta: ultrapassou 21 mil km, contra 10 mil km. De acordo com o MMA, enquanto a taxa
de desmatamento da Amazônia caiu 50% ao ano, a do cerrado se manteve a mesma, em torno de 1%.
A cultura de soja para exportação e a pecuária extensiva são apontados como grandes vilões, embora o ministro Carlos Minc tenha insinuado que parte da culpa é da gestão passada que se dedicou à Amazônia em detrimento do cerrado. E como vai ser daqui para frente?Segundo o ministro, os números não caracterizam o desmate como legal ou ilegal, mas acredita-se que boa parte do prejuízo ambiental seja legalizado, já que o Código Florestal prevê cerrado que integra a Amazônia Legal seja preservado em 35% e, fora, dela, a reserva legal é de menos de 20%.
A partir desse levantamento, e da constatação de que essas perdas afetam o ciclo hídrico das principais bacias brasileiras, diminuindo a oferta de água, e eliminam algo em torno de 12 mil espécies, o bioma ganhará novos rumos, o PPCerrado - Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento no Bioma Cerrado.
A ideia é monitorar o desmatamento anual do cerrado, via satélite, como já acontece na Amazônia, em um programa realizado em parceria com o Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ainda sem data para entrar em funcionamento. Atualmente, o bioma tem 7,5% do seu território protegido, mas a intenção é chegar a 10%, por meio do aumento do número de áreas de conservação.
Outra ideia do Ministro é transformar o cerrado em patrimônio nacional, como acontece com a Mata Atlântica, o Pantanal, a Amazônia, a Serra do Mar e a Zona Costeira.
Será o suficiente?

Fonte: Planeta Sustentável

*Ministério do Meio Ambiente
*Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
*Foto: Isabel Schimidt

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Declaração budista sobre mudanças climáticas

A espiritualidade budista diz que um dos maiores desafios dos seres humanos é se livrar da ilusão de que somos seres separados uns dos outros, conceito que, aliás, casa muito bem com a ideia de sustentabilidade. “Precisamos nos dar conta de que a Terra é nossa mãe e também nosso lar”, é o que diz a Declaração Budista sobre Mudanças Climáticas*.
O documento, que está no site Ecological Buddhism**, propõe diversas mudanças de atitude para enfrentarmos o desafio do aquecimento global e está aberto a assinaturas – até agora já são mais de 5 mil – não apenas da comunidade budista, mas de todos os que estão preocupados com o assunto.
A declaração, cujo título é “A hora de agir é agora” tem o reconhecimento de Dalai Lama, que escreveu uma carta de aprovação às questões colocadas pelo texto budista durante a 14ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que aconteceu em dezembro do ano passado, em Poznan, na Polônia.
Dalai Lama afirmou que nossa maior responsabilidade, hoje, se refere ao grande estrago que fizemos ao clima durante o crescimento da civilização humana e chama atenção para a quantidade de eventos climáticos extremos que estamos presenciando nos últimos tempos, como o derretimento sem precedentes do gelo no Ártico e das grandes geleiras do Tibete.
Tanto Dalai Lama quanto a Declaração são claros ao afirmar que a concentração de carbono na atmosfera precisa ser reduzida a 350 ppm, quantidade máxima recomendável pelos cientistas. Atualmente, essa concentração já chega a 387ppm e aumenta cerca de 2 ppm por ano. “É urgente tomar as atitudes corretas para garantir um futuro climático seguro para as próximas gerações de seres humanos e de outras espécies”, escreveu o Lama.
Fonte: Planeta Sustentável
Leia também:Budismo ecológico

terça-feira, 1 de setembro de 2009

TIC TAC: é hora de agir pelo clima


A Campanha Global de Ações pelo Clima-Brasil, mais conhecida como Campanha TicTacTicTac, reivindica que esse encontro internacional estabeleça um acordo ambicioso e eficiente de redução de emissões de carbono. Pessoas, ONGs, sindicatos e grupos religiosos já aderiram à causa, participando de um abaixo-assinado (assine você também) que pressiona os governos a fazerem uma negociação em Copenhague que seja boa para o planeta e a humanidade.

A expectativa da campanha é de que:
- o acordo garanta que a temperatura não suba mais do que 2ºC e que as emissões globais de gases de efeito estufa comecem a diminuir antes de 2020;
- os países desenvolvidos reduzam suas emissões em pelo menos 45% em relação aos níveis de 1990, até 2020;
- os objetivos estabelecidos para os países em desenvolvimento sejam mensuráveis, verificáveis e reportáveis;
- sejam pensados mecanismos que garantam ajuda dos países ricos aos países em desenvolvimento para a estabilização e redução de suas emissões, bem como para a adaptação às consequências inevitáveis das mudanças climáticas;
- seja aprovada a criação de mecanismos de REDD – Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação Florestal a curto prazo e- haja transformações econômicas e o fortalecimento da democracia, levando-se em conta a sustentabilidade, a dignidade humana e a integridade dos processos ecológicos.
Todas as assinaturas vão para um único banco de dados mundial. Espera-se que haja cerca de 6 milhões até o dia 7 de dezembro, quando começa a COP. Relógios de três metros de altura, movidos a energia solar, serão espalhados a partir de amanhã nas 10 capitais brasileiras para fazer a contagem regressiva até a data.
Duas manifestações de rua estão previstas para movimentar a campanha e chamar a atenção das pessoas. Uma será no dia 21 de setembro, véspera do Dia Mundial sem Carro, e a outra no dia 24 de outubro, com o tema Hora de pensar bem e agir rápido.
Diga sim. Mostre seu apoio agora. Convença os seus amigos, família e vizinhos a fazer o mesmo.
A hora é agora.